Terça-feira, Novembro 24, 2009

MAHMOUD AHMADINEJAD DISSE...

... em 26/10/2005
Sobre Israel
"O Estado sionista ocupante de Jerusalém deve ser varrido do mapa"
"Qualquer [líder] que reconheça o regime sionista está admitindo a rendição e a derrota do mundo islâmico"


...em 20/04/2008
Sobre Israel
"O sionismo personifica o racismo que usa falsamente a religião para esconder o ódio"

...em 14/12/2006
Sobre o Holocausto
"Fabricaram uma lenda sob a denominação de massacre dos judeus e a mantêm acima do próprio Deus"

"... em 08/12/2005
Sobre o Holocausto

"Se os europeus são honestos, deveriam ceder um pedaço de terra européia aos sionistas para que estabeleçam ali o seu governo. Que a Alemanha e a Áustria dêem duas ou três províncias ao regime sionista"

...em 28/04/2006
Sobre Tecnologia Nuclear

"Os que querem impedir o Irã de exercer seu direito deveriam saber que não damos a mínima a essas resoluções da [ONU]. Se essa tecnologia é má, por que vocês [países ocidentais] não desistem dela? Nós achamos que é boa e todas as nações deveriam tê-la"

 ...em 24/09/2007
Sobre Homossexualismo

"Não temos homossexuais no Irã. No Irã não existe esse fenômeno"

... em 16/04/2008

Sobre o 11 de Setembro  
"Disseram que cerca de 3000 morreram, mas não anunciaram seus nomes"

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Do ilustre hóspede deste país - que já ultrapassou o futuro - outras brilhantes afirmações há.  
Deixemo-las para o próximo livro - psicografado - do iluminado espírito de Stanislaw Ponte Preta [FEBEAPÊ - Festival de Besteiras que Assola o Planeta].

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MAHMOUD AHMADINEJAD OUVIU...


... do senhor Lee Bollinger(*) - em 24 de setembro de 2007, na Universidade da Columbia [EE.UU] - antes de conceder a palavra ao presidente iraniano:
 
“Ouvir idéias que nós deploramos não implica endossá-las nem é sinal de fraqueza ou ingenuidade diante dos perigos reais inerentes a essas idéias   [...]   Uma das premissas cruciais da liberdade de expressão é que não tornamos honrada a desonra quando abrimos o debate para que ela se manifeste   [...]   Que fique claro de uma vez por todas: este evento não tem absolutamente nada a ver com o ‘direito’ de quem fala, mas apenas com o nosso direito de ouvir e falar. Fazemos isso por nós   [...]   Essas e outras execuções coincidiram com a selvagem repressão contra ativistas estudantis e professores, acusados de fomentar a chamada ‘revolução suave’   [...]    Como disse a doutora Esfrandiari em uma entrevista, ela ficou presa numa solitária por 105 dias porque o governo acreditava que os Estados Unidos planejavam uma 'Revolução de Veludo' no Irã. Nesta mesma sala, no ano passado, nós aprendemos alguma coisa sobre a 'Revolução de Veludo' de Vaclav Havel. E ouviremos algo semelhante de Michelle Bachelet, presidente do Chile. Estas duas histórias extraordinárias lembram-nos de que não há prisões suficientes para impedir uma sociedade que queira ser livre de ser livre. Nós, nesta universidade, não temos receio de protestar contra o nosso governo e de contestá-lo em nome desses valores. E não temos receio de criticar o seu governo. Vamos deixar claro de saída: senhor presidente, o senhor exibe todos os sinais de um ditador mesquinho e cruel. E eu lhe pergunto: por que as mulheres, os membros da religião Baha’i, homossexuais e muitos dos nossos colegas professores são alvos de perseguição em seu pais? Por que, numa carta ao secretário geral da ONU na semana passada, Akbar Gangi, um dissidente, e outras 300 personalidades, entre intelectuais, escritores e laureados com o Prêmio Nobel acusam que a sua retórica inflamada contra o Ocidente busca desviar a atenção do mundo das condições intoleráveis que o seu regime criou dentro do Irã, em especial o uso da Lei de Imprensa para banir os críticos? Por que o senhor tem tanto medo de que os cidadãos iranianos expressem suas opiniões em favor de mudanças?   [...]   O senhor me deixa liderar uma delegação de estudantes e professores da Columbia para falar na sua universidade sobre liberdade de expressão, com a mesma liberdade que lhe garantimos hoje? O senhor fará isso?   [...]   Em dezembro de 2005, num programa da TV estatal, o senhor se referiu ao Holocausto como uma invenção, uma lenda. Um ano depois, o senhor apoiou uma reunião de negadores do Holocausto. Para os iletrados, os ignorantes, isso é propaganda perigosa. Quando o senhor vem a um lugar como este, isto faz do senhor simplesmente um ridículo. Ou o senhor é um provocador descarado ou é espantosamente mal-educado [sem formação intelectual]. O senhor precisa saber que a Columbia é um centro mundial de estudos judaicos e, agora, em parceria com o Instituto YIVO, de estudo do Holocausto. (…) A verdade é que o Holocausto é o mais documentado evento da história humana. (…). O senhor vai parar com esse ultraje?   [...]   Doze dias atrás o senhor disse que o Estado de Israel não pode continuar a existir. Isso repete inúmeras declarações inflamadas que o senhor tem feito nos últimos dois anos, incluindo a de outubro de 2005, segundo a qual Israel tem de ser 'varrido do mapa'. A Columbia tem mais de 800 ex-alunos vivendo em Israel. Como instituição, temos profundos laços com nossos colegas de lá. Eu, pessoalmente, tenho me manifestado com força contra propostas de boicotar estudantes e especialistas de Israel dizendo que isso seria boicotar a própria Columbia. Mais de 400 colegas e reitores neste país pensam o mesmo. Minha pergunta, então, é: 'O senhor planeja nos varrer do mapa também?'   [...]   De acordo com o Council on Foreign Relations, está bem documentado que o Irã é patrocinador do terror, financiando grupos violentos como o libanês Hezbollah, que o Irã ajudou a organizar em 1980, e os palestinos Hamas e Jihad Islâmica. Enquanto o governo que o precedeu colaborou com os Estados Unidos na campanha contra o Taliban, em 2001, o seu governo está atacando sorrateiramente as tropas norte-americanas no Iraque, financiando, armando e garantindo livre trânsito para líderes insurgentes como Muqtada al-Sadr e suas forças. Há inúmeros relatos que ligam o seu governo com os esforços da Síria para desestabilizar o frágil governo do Líbano por meio da violência e do assassinato político. Minha questão é esta: por que o senhor apóia organizações terroristas que continuam a golpear a paz e a democracia no Oriente Médio, destruindo vidas e a sociedade civil na região?   [...]   O general David Patraeus afirmou que armas fornecidas pelo Irã   […]   estão contribuindo para a sofisticação de ataques, 'que não seriam possíveis sem o apoio do Irã'. Muitos formados da Columbia e estudantes estão entre os bravos militares que estão servindo ou serviram no Iraque e no Afeganistão. Eles, como outros americanos com filhos, filhas, pais, maridos e mulheres que estão em combate vêem, certamente, o seu governo como inimigo. O senhor pode lhes dizer e a nós por que o Irã está lutando uma guerra que não é sua no Iraque, armando a milícia Shi’a, alvejando e matando tropas americanas?   [...]   Nesta semana, o Conselho de Segurança da ONU avalia ampliar as sanções contra o Irã pela terceira vez porque o seu governo se recusa a suspender o programa de enriquecimento de Urânio   […]   Por que o seu país se recusa a aderir ao padrão internacional de verificação de armas nucleares, em desafio a acordo que o senhor fez com a agência nuclear das Nações Unidas? E por que o senhor escolheu fazer o seu próprio povo vítima dos efeitos das sanções internacionais, ameaçando fazer o mundo mergulhar na aniquilação nuclear? Deixe-me encerrar com este comentário. Francamente, com toda sinceridade, senhor presidente, eu duvido que o senhor tenha coragem intelectual de responder essas questões". 
_________________________

(*)  Presidente [reitor, como dizemos aqui] da Universidade da Columbia.

X X X

Tudo o que Bollinger disse, dirigindo-se a Ahmadinejad, ocorreu em evento dedicado às questões iranianas organizado pela Escola de Assuntos Públicos e Internacionais da instituição que preside.
Lá é assim. 

No Brasil, até o momento, com raras e honrosas exceções [ver, abaixo, trecho de matéria de autoria do filósofo Denis Rosenfeld], os intelectuais calam.

"... A vinda de Ahmadinejad [ao Brasil] se faz, precisamente, depois de uma 'eleição' condenada nacional e internacionalmente por ter sido fraudada, até por aiatolás do próprio regime, inclusive um ex-presidente e um ex-primeiro-ministro. Mesmo eles se insurgiram contra a guinada cada vez mais totalitária do regime, procurando, assim, distinguir duas formas de islamismo: o radical, de tendências totalitárias, e o que não o é. Foram escorraçados, menosprezados, e alguns de seus aliados e parentes, torturados e assassinados. Os clamores foram gerais, com a população ousando ir às ruas para protestar. E o fez com coragem, porque teve de se enfrentar com a famigerada 'Guarda Revolucionária', uma espécie de SS do governo iraniano. Enquanto isso, o presidente Lula contentou-se em dizer que se tratava de um mero jogo de futebol, com os perdedores chiando por sua derrota. É uma afronta aos que, lá, lutam pela democracia, pelas liberdades".
[Filósofo Denis Rosenfeld - em 23/11/2009 - n'O Estado de S.Paulo] 
 

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Sexta-feira, Outubro 30, 2009

POR ESSAS E POR OUTRAS É QUE S.EXCIA. FICOU - NOS BANCOS ESCOLARES - ONDE FICOU. E NÃO É QUE VALEU A PENA?



Autor: Sponholz [ http://www.sponholz.arq.br ]


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OLHA SÓ QUEM FALOU... MAS BATE COMO NINGUÉM, SEJA MULHER OU SEJA HOMEM

Da senhora Dilma Rousseff, ministra-chefe da Casa Civil, domingo último, 25, sobre as acusações de que antecipava a campanha eleitoral de 2010, ao lado do presidente Inácio da Silva, durante a maratona de viagens, da qual fez parte, Brasil afora:  


"É preconceito contra a mulher. Eu posso ir para a cozinha, cozinhar os projetos. Agora, na hora de servir, não posso nem ver?   [...]   Eu não caí do céu e apareci na Casa Civil. Estou lá desde julho de 2005   [...]   A impressão que tenho é que essa é uma discussão [colocar-se abertamentamente como candidata] que está antecipadíssma   [...]   Quanto mais cedo os partidos conseguirem fazer acordos [exemplo: PT e PMDB] de maneira programada, melhor para o País"  

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Há quem duvide das palavras da senhora Dilma. Eu, por exemplo. 
E você, minha desempregada amiga? 

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Quinta-feira, Outubro 29, 2009

O TUCANO ESTÁ CERTO! OU NÃO?



Autor: Frank [ http://www.xinelao.blogspot.com ]
Publicado com sua autorização


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É ESTE BRASIL PETISTA QUE COMEÇA A NASCER, CARA PÁLIDA? SE É, QUE PENA!

"Bergson, você hoje volta para o Ceará para descansar em paz e vitorioso, porque o Brasil pelo qual você morreu começa a nascer."

Com essas palavras o senhor Paulo Vannuchi [Secretário Especial dos Direitos Humanos], homenageia Bergson Gurjão Farias,  ex-guerrilheiro do Partido Comunista do Brasil, cuja ossada foi sepultada em Fortaleza, no dia 6 de outubro último.

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Só podia ser ele.


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Sexta-feira, Outubro 23, 2009

VAI SER MALICIOSO, ASSIM COMO EU, NA DEMOCRÁTICA CHINA


Autor: Sponholz [ http://www.sponholz.arq.br ]

Quinta-feira, Outubro 22, 2009

LANAM PETIERAT, IPSEQUE TONSUS ABIIT - FOI BUSCAR LÃ E VOLTOU TOSQUIADO

Guardo o hábito de pesquisar - adquirido nos tempos de garoto e que trago até hoje - qual melhor se adapta, dentre as fábulas do sempre novo Esopo da Antiga Grécia, às situações inusitadas [ou prosáicas] com que nos defrontamos no dia-a-dia.
E, já que estamos vivendo a infeliz Era Honduras [ou qualquer outra coisa ruim, de escolha da amiga], vasculho as histórias do velho escravo procurando identificar qual delas melhor adaptada está à realidade desta vida malvada que somos obrigados a suportar.

Escolhi a que se segue, d'O Lobo e do Cavalo, certo, porém, que a leitora amiga, se disposta a usar seu tempo vago nestes momentos de desemprego negado pelas autoridades, outras encontrará que melhor reflitam os tempos que vivemos.

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Vivia um jejum que já passava dos vinte dias o espertíssimo Lobo; foi quando viu na campina - distraído, feliz e... dono de uma força descomunal - o luzidio Cavalo que fazia sua segunda [ou terceira] refeição do dia.
Tanta era a fome do Lobo que a diferença de tamanho e força entre ele e o Cavalo - com vantagem absoluta para este - não impediram que arquitetasse em sua mente, com a rapidez própria dos esfaimados em desespero, astuciosa ação que lhe permitisse devorar o animal de maior porte.
Daí... dizendo-se médico e estudante de botânica, propôs-se a mostrar e detalhar as propriedades das ervas que poderiam fazer bem ou mal àqueles que delas fizessem uso.
Com aparência de quem padecia de algum incômodo grave, respondeu-lhe o Cavalo:

- Em boa hora chegaste, amigo; não, necessariamente, para me resguardares de más plantas, já que as conheço muito bem. Ser-me-ás muito útil, porém, para livrar-me de grave incômodo. Feri, há dias, uma pata, e me parece estar-se formando um tumor que, a cada dia, dói-me mais. Olha, por favor.

Ato contínuo, levantou a pata que dizia ferida e aplicou retumbante e inesquecível coice na queixada do "esperto" Lobo, que deixou a campina na certeza de que jamais usaria de malícia para devorar qualquer que fosse mais forte - e inteligente - que ele.   

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Se todos os Lobos charlatães encontrassem Cavalos como o desta fábula, não veriamos o triunfo de tanta impostura.

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Ou, como dizia vó Aurora, traduzindo mais objetivamente a história "Foi o Lobo malicioso buscar lã e voltou tosquiado."


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Quarta-feira, Outubro 21, 2009

COMEÇOU CEDO...

Crédito: Só está faltando descobrir o autor.
Agradeço a quem informar para fazer o devido registro.




AS BREVES PALAVRAS DE DONA REGINA, MÃE DO CABO PM IZO, MORTO EM COMBATE NA CIDADE OLÍMPICA

Seria tão bom se eu pudesse voltar a nosso convívio diário com a euforia demonstrada por nossas autoridades em sua passagem - por tempo muito maior que o necessário, acredito - pela Península Escandinava, enquanto aguadavam a definição sobre qual cidade acolheria as Olimpíadas de 2016.

Mas tristes razões me impedem retorno com euforia idêntica à de nossos governantes; uma delas as palavras de dona Regina [ontem, dia 20] no enterro de seu filho Izo, cabo da PM-RJ, morto pela ação de bandidos que puseram abaixo helicóptero da Polícia em ação nas operações de combate aos traficantes que tentavam ocupar uma favela na zona norte do Rio.
Transcrevo o que disse dona Regina:

"Tenho a 7ª série mas levei meus filhos ao Ensino Médio.
Dizem que o culpado é o governo mas, os culpados somos nós, os pais, que não sabemos dar educação para nossos filhos.

Morro de favela, morro de morro nasceu os filhos de vocês. Modele eles no berço; a gente não pode esperar chegar nos 13, 14 anos, que eles já estarão perdidos. Se for no berço, serão obedientes, amigos de vocês, jamais irão errar na vida, virar traficante, deixar toda a sociedade apavorada.

Meu filho foi um herói, um guerreiro."

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Dona Regina terminou suas breves e simples palavras sem uma lágrima sequer.
Mas, plena da honra dos dignos e humildes.